3.4.11
25.3.11
25.2.11
aceno a siena
catarina de siena desconhecia as letras
catarina de siena escrevia para seu papa
(ditava)
catarina de siena não confudia hóstia sem a presença do DEUS
que ela amava
ela sabia onde deus estava e
onde Deus não estava
catarina de siena escrevia para seu papa
(ditava)
catarina de siena não confudia hóstia sem a presença do DEUS
que ela amava
ela sabia onde deus estava e
onde Deus não estava
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catarina de siena
19.1.11
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. porque eu eu não sei até onde me leva a palavra até onde o poema me leva até onde o sentido o signo o verbo a fala a letra é por isso que escrevo poque eu não sei eu não sei eu não sei não se
.
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o grande saber
8.1.11
18.12.10
30.11.10
e. e. cummings, carry your heart with me (i carry it in
carry your heart with me (i carry it in
my heart)i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
my heart)i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
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e. e. cummings
2.11.10
11.10.10
O SALMO DO CORPO
Davi dançava da dança
do teus passos:
tonto quando ou
quanto histórico
compunha o Salmo
do movimento
do propário corpo.
Teu verso,
a dança.
Tua música,
outra esperança.
– Davi,
o que comemoras?
– O meu corpo em festa.
Das chagas
não me recordo
embora delas
tenha pressa.
O que vejo?
O que canto?
O que esqueço?
Me reconheces?
Davi ao devir devia
a música que sorvia
a dança que é o verso.
Davi dançava da dança
do teus passos:
tonto quando ou
quanto histórico
compunha o Salmo
do movimento
do propário corpo.
Teu verso,
a dança.
Tua música,
outra esperança.
– Davi,
o que comemoras?
– O meu corpo em festa.
Das chagas
não me recordo
embora delas
tenha pressa.
O que vejo?
O que canto?
O que esqueço?
Me reconheces?
Davi ao devir devia
a música que sorvia
a dança que é o verso.
26.9.10
20.9.10
Evocar Duns Scotus
"215. Para explicar como Deus possa ser a razão do conhecimento sem ser conhecido, utiliza-se o seguinte exemplo: o raio do sol às vezes procede de sua fonte como que através de uma iluminação indireta, às vezes diretamente, embora o sol seja a razão de se ver o que é visto no raio que dele procede do primeiro modo, entretanto não é como visto em si. Daquilo, porém, que é visto no raio dele procedente do segundo modo, o sol é a razão de conhecimento de tal modo que é também conhecido. Portanto, quando a luz incriada ilumina o intelecto como que através de uma iluminação direta, então, na medida em que é visto, é a razão de se ver as demais coisas nela. No entanto, ela ilumina o nosso intelecto na vida presente como que através de uma iluminação indireta. Portanto, é a razão de que o nosso intelecto veja embora não seja visto. "
Sobre o Conhecimento Humano (Opus Oxoniense I, d. 3, parte 1, q. 4.)
18.7.10
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max jacob
30.6.10
revia ani-
mais (dese-
nho em
areia )
portas,
recados
anotou
(a letra
importa,
poesia
não
importa)
criava
1 leão
na varando
quarto
ou sala
tinha o
bicho
e o que
recordo:
seu mal.
mais (dese-
nho em
areia )
portas,
recados
anotou
(a letra
importa,
poesia
não
importa)
criava
1 leão
na varando
quarto
ou sala
tinha o
bicho
e o que
recordo:
seu mal.
7.5.10
prece semínima
então Ela é prece
o foco e o gosto
no canto onde se move
.
ELA
.
nome de rainha e prece
Imaculada e prece
.
é quem desfaz
o gosto amargo quando pinto a tela com meu fígado.
o foco e o gosto
no canto onde se move
.
ELA
.
nome de rainha e prece
Imaculada e prece
.
é quem desfaz
o gosto amargo quando pinto a tela com meu fígado.
29.3.10
3.12.09
2
repara teu corpo,
tramas de 1 bilhão de hiatos,
diz
é como a bola que a neve lança
é como neve daquela lança
daquela época
daquele infante
repara a dança
repara e canta:
lança teu corpo daquela ponte
diz o teu nome em
tom e
quando cola da neve
cola na lança
o teu corpo
naquela banda
do mundo
repara a dança enquanto diz
a bola a neve
repara a sombra
que deixa bem leve
encanta encanta encanta
repara a prece homem
homem
repara a idade daquela era
lança teu corpo daquela prancha
mergulha, desce, afunda
repara o verso que disse o cego
repara o eco daquele velho
repara o mapa o catalogo
check in
repara. repara.
25.10.09
ele tem um jardim
"Os sentimentos residem no homem
mas o homem habita em seu amor"
eu e tu, m. buber, I, 22.
mas o homem habita em seu amor"
eu e tu, m. buber, I, 22.
daquele lado
tua mecha é
passageiro que atravessa
o bilhete
a nota por dizer
teu nome sacro
caim,
porque roubaste o perfume
dos meus cachos?
e o poema daquele lado
do travesseiro
missiva
para iniciados
turbamulta
(pederastas)
e procissão pela
praça
falo agora
caim
calo e hora
teu hálito
esconde
cancro,
castro.
24.10.09
7.10.09
Lázaro
“Juventude é uma besta incongruente e cega. Anseia por alimento mas não come, é demasiado tímida para comer.”
Nikos Kazantizakis – Testamento para El Greco,
Ed. Artenova, Trad. Clarice Lispector
Nikos Kazantizakis – Testamento para El Greco,
Ed. Artenova, Trad. Clarice Lispector
Lázaro, até que sua arrogância não o inflasse, seguiria a pé até Jerusalém. Há época para todo tipo de acontecimento: para Lázaro o milagre. Ele, senhor de si e dos enganos, convertia pássaros em agonia. Retórico, não era capaz de pensar sem longas perorações:
"José, o que te direi se não sobreviver?
Que sou um perfeito imbecil?
Teimoso até em minha morte?
Ou que não saberia fazer da vida metáfora de coisa maior?
Ora, amanhã cedo partirei para outro lugar. Sim. Não sei ainda para onde. Talvez para casa da minha infância."
Desta vez lhes garanto caros, fora uma exceção.
E foi assim que fez, contou moedas e mentiras, teimoso, não esperou pela promessa que lhe fora revelada em sonho, levantou cedo, isso mesmo, da tumba ao berço. Era ansioso demais para aguardar sua própria morte.
E foi assim que fez, contou moedas e mentiras, teimoso, não esperou pela promessa que lhe fora revelada em sonho, levantou cedo, isso mesmo, da tumba ao berço. Era ansioso demais para aguardar sua própria morte.
E sua viajem não acabava nunca. Dava-se por repetições tão absurdas que, naquele parágrafo em que era arrogante, necessitava conciliar seu choro estridente por sede e cansaço: não saberia com precisão decifrar a agonia de quando criança. Anacrônico, já podia citar Funes, O Memorioso, sem ofender Borges pela frouxidão do seu estilo, ou melhor dizendo, das suas recordações.
O resultado era uma vida tensa. Ora domador de cavalos, ora contador de histórias estranhas, contribuía com a atualização do Midraxe-hagadá. Capaz de falar de árvores e pássaros. Do vento fresco que lhe tomava a fronde no outono, da água fresca tal vento da frase que passou e tâmaras, muitas delas, sem figurar nada disso como pintura de quadro para liberdade: amava imagens sobre o campo. Isso. Nada. Lázaro.
Henrique Henrique
3.10.09
Aplausos e Sem título provisório
Sem título provisório
da minha máquina obituária
de tudo e nada e o mesmo
a máquina de dizer beleza
de trair beleza:
a máquina de fazer poemas
ela:
diz um poema que agrada
até que nada os aplauda.
5.9.09
projeto uníssono
jovens poetas jovens no projeto uníssono,
confiram.
> beata beat fulminante, ( ), (leleleleminski) (álvaro andrade)
> voyeur, poética do grilo, ideusgrama (gibran sousa)
> "poema sem título", de separação e saio (diego ribeiro)
> o entrevistado disse, na entrevista: ( james martins)
> pálpebras azuladas ( leandro rafael perez)
28.8.09
.
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um bosque devastado nos acolhe
.
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.
Marcadores:
nada de novo no front -- erich maria remarque
21.8.09
natura, natura. n
quando afagia
gosto numa
porção de hálitos
e outra persona
insana reclama
afago
a costa norte
as costas castas
a boca e a língua tocam a faca
cubículo aceso
o gesto da fala
vácuo
nozes, castanhas
e a luz da lâmpada
que modifica a forma
no olhar
ou ajeita no canto
maçãs na
palheta.
gosto numa
porção de hálitos
e outra persona
insana reclama
afago
a costa norte
as costas castas
a boca e a língua tocam a faca
cubículo aceso
o gesto da fala
vácuo
nozes, castanhas
e a luz da lâmpada
que modifica a forma
no olhar
ou ajeita no canto
maçãs na
palheta.
18.8.09
como um soco num rinoceronte
29.7.09
poesia poesia
1:1/P1
novo é blog da uníssono. projeto de jovem poeta para fazer ouvir em uníssono, sim, a um só som, uma só voz, o que fala a boca, a palavra, a escrita-jovem, daqueles jovens poetas pouco conhecidos de uma certa mídia para gigantes do brasil quase alfabetizado.
não é gueto.
20.7.09
contra senha
7.7.09
Beatriz descalça
Notre Musique, Jean-Luc Godard, 2004
Hino
é quando o dia
decorre
da pele
dela
branca neve ou
branca a mármore
e Beatriz desce
branca a mármore
e Beatriz desce
do alto
e seus pés à vista
excita
excita
lá
sol e
mi
mi
e de cheio
eu creio no que vejo
tornozelo n(ú)
eu creio no que vejo
tornozelo n(ú)
mármore branco
o dedilhar da
fria pedra
quando
ela desce
camaradas.
o dedilhar da
fria pedra
quando
ela desce
camaradas.
5.7.09
10.6.09
Dante e a Virgem
![]() |
Dante Alighieri (1265 -1321) era homem de temperamento difícil: reza a lenda que estando na corte Bartolomeo Della Scala, aquele, lhe interpelara de seu temperamento aborrecido: “me divirto com os bobos da corte, estes me fazem rir... ao passo que homem tão sábio sempre tão mal humorado” ao que este lhe respondeu: “semelhante com semelhante”, conta Thomas Carlyle em Os Heróis. Conclua leitor, o que então, tal temperamento era capaz de fazer.
Dado importante foi quando esse mesmo poeta embirrento encontrou Beatriz: senhora dos seus sentidos, graça da sua lira e mística: Vida Nova, lugar de conversão para a maioria, nele, se deu na visão magnífica dessa mulher misteriosa, a um só tempo arquétipo de uma porção de alegorias, que a fecunda Idade Média soube atribuir. O que nos causa estupefação é o fato de ser a própria Beatriz o Céu para Dante: de fato Céu ali é um lugar geográfico, pelo estilo de organização pitolomaico-aristotélico e habitado por figuras ilustres: Santo Tomaz de Aquino, São Francisco de Assis, São Bento et caterva.
Entrementes, quando lemos :
“Se no fogo do Amor te resplandeço
se atendestes razões dei poderosas
Para ficar tua dúvida solvida:
Causa te fora a angustia afanosas.
Mas ante os olhos ora vês erguida
Outra ainda mais grave, que, por certo
Não fora só por ti desvanescida.
Já te hei bem claramente descoberto
Que não pode mentir alma ditosa
Pois da suma Verdade é sempre perto... ” :
Sabeis quem é para o Poeta aqui lugar de identificação com a suma Verdade... Estudiosos debruçam-se sobre a ousadia de Dante, como p. ex. nessa passagem citada; É como dizer: todo Céu e Teologia medieval tem naquela Mulher um lugar de “antropomorfização" do divino, por falta de palavra mais justa, de neologismo mesmo, daquela mulher especifica que é modelo, forma, arquétipo, de toda uma geografia que escapa a capacidade de representação para a simples inteligência humana: quem ou o que é próximo da Suma Verdade?
Giovanni Papani no seu magnífico Dante Vivo diz, entre uma porção de disparates, que só um florentino pode compreender a Divina Comédia: e nós, pobres mortais e soteropolitanos? Ele continua dizendo que o que levou a confecção desse sacro poema
“em que tem posto a mão o céu e a terra
e em que hei por tanto tempo emagrecido”
Canto XXV, Paraíso
Fora divida com a Virgem Santíssima, alias, outro lugar de compreensão desse fenômeno de persona em Beatriz, e que por isso fora escrito... Romance, Teologia e Mística, Poesia, strictu sensu, são focos de leitura para o caleidoscópico poema divina: de céu, inferno e imaginação, que, como no giro do objeto citado, ora se deixa ver mais claro ora, mais escuro: “Pape Satan, Pape Satan, Aleppe” Canto VII, v.1
Eis os versos que interessa ao A VOZ DO CEPA, o tal Hino à Virgem:
“Virgem Mãe, filha do teu Filho,
humilde e alta mais que qualquer criatura,
termo prefixado de eterno desígnio,
Tu és aquela que a natureza humana
Enobreceste de tal forma, que seu Criador
Não desdenhou-se fazer-se sua criatura.
Em teu ventre reacendeu-se o amor,
Por cuja calor na eterna paz
Assim germinou esta flor
Aqui és nós luz meridiana
De castidade; e em baixo, entre os mortais,
És fonte de vivaz esperança.
Mulher, és tão grande e tantos vales,
Que quem deseja graças, e a ti não recorre,
É como alguém que desejasse voar sem asas...”
Ou pela desastrosa tradução de J. P. X. Pinheiro:
“Virgem Mãe, por teu Filho procriada,
Humilde e sup’rior à criatura,
Por conselho eternal predestinada!
Por ti se enobreceu tanto a natura
Humana, que o Senhor não desdenhou-se
De se fazer de quem criou, feitura.
No seio teu o amor aviventou-se,
E ao seu ardor, na paz da eternidade,
O germe desta flor assim formou-se.
Meridiana Luz da Caridade És no céu!
Viva fonte de esperança
Na terra és para a fraca humanidade!
Há tal grandeza em ti, há tal pujança,
Que quer sem asas voe o seu aneloQuem graça aspira em ti sem confiança...”
Paraíso, Canto XXXIII Trad. J.P.Xavier Pinheiro
Onde se condensam pelo menos 1.500 anos de tradição cristã: aí o Magnificat, Lc. 1, 52: “Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.” Bem como o dogma da Imaculada Conceição, a toda pulcra, a casa de Deus, Theotokos, mãe de Deus.
Toda originalidade do Canto repousa na inversão que de há muito já é inversa: o Filho que é Pai da sua Mãe que por sua vez fora gerado sem esperma, numa Virgem que, por isso, também fora concebida sem pecado: naquele temos o que só a fé valida e neste, o signo poético que encontra a mística e que, por sua vez, junto com o Je Vous Salet Marie, nos faz indagar: como isso foi possível?
Para o leitor moderno e pós-moderno ler a Commedia é tarefa importantíssima: é só não esquecer que o prêmio Nobel de literatura do séc. XX T. S. Eliot, no belíssimo Terra Desolada, trata sobretudo do problema do homem moderno sem Deus, seco, sem capacidade de contemplar o transcendente, de fruir na mística:
“Que raízes são essas que se arraigam, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa? Filho do homem
Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam, nem te consola o
canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.”
O Enterro dos Mortos, Terra Desolada, T. S. Eliot
“O que é grande no homem é que ele é uma ponte e não um fim” (Nietzche) diz o filosofo alguns séculos depois: o arco do poema que é o da vida liga o homem a tudo: a mística, na religião, dialoga principalmente com o homem porque é mistério e a pergunta pelo Homem é pergunta pelo seu sentido no vir-a-ser e não somente no posto aí. O Real nos inquieta tanto quanto o Encoberto.
Ainda no tema da Virgem, vale recordar o complicadíssimo Duns Scotus, quem demonstra, filosoficamente, sua virgindade: vejam depois caríssimos.
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T S ELIOT
25.5.09
PARA PÍNDARO
"Tenho sobre
a língua
uma pedra
de amolar
cantante,
que me faz
invadir pelo
a língua
uma pedra
de amolar
cantante,
que me faz
invadir pelo
hálito das
fontes."
fontes."
22.5.09
Palimpsesto
15.5.09
anatómico, e
mundoo angustia, ele levanta o olhar (para a direita ou
para esquerda,pouco importa) e avista uma imagem... "
Martin Buber, Eu e Tu
#
Da garganta
_________ao estômago e
até a língua até as pálpebraslá: na laringe
__da planta nos pés à porta,
chaga - calota - o Nome
orante da minha infância
sonhos de ver Cultura
de ver avanço;
______Sonho no estômago
das entranhas,
joelhos e
esqueço o verso na Esperança
e o que a mão apalpa,
fluído.
12.5.09
(in)concluso
para ilka
dizer quando diz sua fala:
silêcio
(ilka diz)
(ilka diz)
gilson,
deixa de trauma
ilka já disse
deixa de manha
ilka já disse
disse?
"então ele se põe de pé
para tela do computador quando espera
pela espera que inspira aquela
(nele) costura e
quando interroga o real"
e não termina o poema.
11.5.09
olhar a face

#
Santo Sudário sempre desconcertou-me: nenhum carbono o explica bem.
#
addendum
"Que raízes são essas que se arraigam, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa? Filho do homem,Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam, nem te consola o canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó."
the wast land, t. s. eliot, enterro dos mortos,
trad. ivan junqueira
10.5.09
com o V
poesia desem(p)licatória
guio o distante
instante
e digo que vaia
velhos:
cegos – e a deselegância –
para dizer V.
Voto, vara, veias:
vatapá (azeite)
forço,
e repito no ritmo,
forçado:
e velas para ela,
a Imaculada,
sim
Para Velimir Klébnikov
Veias, vaias, vou:guio o distante
instante
e digo que vaia
velhos:
cegos – e a deselegância –
para dizer V.
Voto, vara, veias:
vatapá (azeite)
forço,
e repito no ritmo,
forçado:
e velas para ela,
a Imaculada,
sim
5.5.09
Roubai todo meu sentido...
Pois com entranhas de Mãe
Quereis de mim ser comido,
Roubai todo meu sentido
Roubai todo meu sentido
Para vós
Pe. José Anchieta de Portinari
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