Mostrando postagens com marcador recital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recital. Mostrar todas as postagens

22.4.09

PARA QUE NUVENS NÃO PASSEM BRANCAS


> No dia 21 do mês de Março, dia internacional da Poesia instituído UNESCO-ONU, fiz palestra no CEPA (círculo de estudo pensamento e ação): A apresentação chamou-se  Comentários à Poesia de Ezra Pound. Passado alguns sábados, o professor Germano Machado, padrinho querido, professor aposentado pela UFBA e Universidade Católica, o então presidente do CEPA, deu por justo oferecer certificado -- pelo modo de título -- pela palestra que proferi sobre EZRA POUND.


> Participei de exposição no Museu Rodin da Bahia em 17/IV, às 16:00, com o trabalho porque o amor é forte, é como a morte. A exposição foi fechada com recital de Poesia que abri recitando Velimir Khlébnikov (1885- 1922) seguido dos demais artistas expostos.

30.9.08

Recital (mais) Exposição Corpo e Tempo


“Corpo e Tempo”, “Tempo e corpo”, o “Corpo”, o “Tempo”: são palavras muito antigas escolhidas como tema para a exposição dos trabalhos realizados na Oficina do Museu Rodin da Bahia, sob a égide – sem exagero algum – da Educadora Valécia Ribeiro. Tanto quanto antigas estas palavras são sobretudo originais, na medida que são, enquanto palavras, atualizadas pela própria existência do Homem-no-Mundo e do Mundo-no-Homem.

Com efeito, talvez sejam alí mesmo, anteriores aos mitos de Kronós e Criação – Teogonia – uma vez que tudo ocorre e decorre independente dessa necessidade do Homem de dar Nomes às coisas e conceituar bem como fazer Filosofias... (Embora tudo comece qdo é dito o fiat, qdo a palavra é dita).

Ora, dizer Tempo é atualizar na historicidade e História do Homem-no-Mundo a essência de sua vivencia que no Tempo mesmo o Homem inventa em sua espacialidade e caminho.
Sendo o corpo a primeira experiência humana em qual momento desse mesmo experienciar-a-si-mesmo , consciente de sua existência, o Homem acena para o sentido profundo de Tempo? “Por conseguinte, o que é o Tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explica-lo a quem me pergunta, então não sei...” Santo Agostinho, Confissões, XI, 14, pág. 338. ed. Paulus.

Alías, não havendo Tempo senão pelo envelhecer e perecer das coisas e não como realidade palpável em si mesmo, onde o Homem inquieto de sua espacialidade Limitada e Limitante, alcança Tempo e Fluir, por isso e para isso, encarnado no Mundo? 

Para além da subjetividade de cada Tempo e em cada individuo e para todo Eterno que o Homem delimita para não enlouquecer que o Fazer artístico pelo modo de dialogar com o futuro pelo presente cristaliza e territorializa, pela urgência do Novo e porque nascer e morrer não deve finalizar sua existência – do artista, obviamente – sedenta do não visto.

O Tempo da arte deve ser o não-haver-tempo no corte colorido ou não que o Fazer do artista produz. E há a Beleza (ομορφιά) que não sabemos o que é uma vez que: “... a beleza é uma coisa terrível e espantosa. Terrível porque indefinível e não se pode defini-la porque Deus só criou enigmas...” Dostoievski (1821-1881), Irmão Karamazovi, pág. 94. Ed. Nova Cultural.

Houve o Tempo de aprender sob a Luz de Valécia Ribeiro como houve o Tempo para ela aprender pelo Mundo e nessa tessitura de saberes, na esteira do amor e da Curiosidade, que fora re-afirmada Luz em oposição às trevas, – ignorância, a saber – e agora compreendido, com a consciência de que tudo é Processo, encerra.