25.2.11

aceno a siena

catarina de siena desconhecia as letras
catarina de siena escrevia para seu papa
(ditava)
catarina de siena não confudia hóstia sem a presença do DEUS
que ela amava

ela sabia onde deus estava e
onde Deus não estava

19.1.11

.
.
.
.
.
.
.
porque eu eu não sei até onde me leva a palavra até onde o poema me leva até onde o sentido o signo o verbo a fala a letra é por isso que escrevo poque eu não sei eu não sei eu não sei não se
.
.
.
.
.
.
.

8.1.11

coltrane, coltrane.

 

18.12.10

Xto Pantocrator. Feliz Natal.

30.11.10

e. e. cummings, carry your heart with me (i carry it in

carry your heart with me (i carry it in
my heart)i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart) 

2.11.10

e-mail dela, valécia ribeiro: é amanhã.




11.10.10

O SALMO DO CORPO

Davi dançava da dança
do teus passos:
tonto quando ou
quanto histórico
compunha o Salmo
do movimento
do  propário corpo.

Teu verso,
a dança.
Tua música,
outra esperança.

– Davi,
o que comemoras?

– O meu corpo em festa.

Das chagas 
não me recordo
embora delas 
tenha pressa.

O que vejo?
O que canto?
O que esqueço?
Me reconheces?

Davi ao devir devia
a música que sorvia
a dança que é o verso.

26.9.10



20.9.10

Evocar Duns Scotus

"215. Para explicar como Deus possa ser a razão do conhecimento sem ser conhecido, utiliza-se o seguinte exemplo: o raio do sol às vezes procede de sua fonte como que através de uma iluminação indireta, às vezes diretamente, embora o sol seja a razão de se ver o que é visto no raio que dele procede do primeiro modo, entretanto não é como visto em si. Daquilo, porém, que é visto no raio dele procedente do segundo modo, o sol é a razão de conhecimento de tal modo que é também conhecido. Portanto, quando a luz incriada ilumina o intelecto como que através de uma iluminação direta, então, na medida em que é visto, é a razão de se ver as demais coisas nela. No entanto, ela ilumina o nosso intelecto na vida presente como que através de uma iluminação indireta. Portanto, é a razão de que o nosso intelecto veja embora não seja visto.  "

Sobre o Conhecimento Humano (Opus Oxoniense I, d. 3, parte 1, q. 4.)

18.7.10







30.6.10

revia ani-
mais (dese-
nho em 
areia )
portas,
recados
anotou

(a letra 
importa,
poesia 
não
importa)

criava 
1 leão
na varando
quarto
ou sala
tinha o
bicho
e o que
recordo:
seu mal.

7.5.10

prece semínima

então Ela é prece
o foco e o gosto
no canto onde se move
.
ELA
.
nome de rainha e prece
Imaculada e prece
.
é quem desfaz 
o gosto amargo quando pinto a tela com meu fígado.

29.3.10

corpo em trânsito, valécia ribeiro

ela lembra via e-mail que embora seja no 1º de Abril não é mentira. :)



3.12.09

2





repara teu corpo,
tramas de 1 bilhão de hiatos,
diz

é como a bola que a neve lança
é como neve daquela lança

daquela época
daquele infante

repara a dança
repara e canta:

lança teu corpo daquela ponte
diz o teu nome em
tom e

quando cola da neve
cola na lança

o teu corpo
naquela banda

do mundo

repara a dança enquanto diz
a bola a neve
repara a sombra
que deixa bem leve

encanta encanta encanta

repara a prece homem
homem

repara a idade daquela era
lança teu corpo daquela prancha

mergulha, desce, afunda
repara o verso que disse o cego

repara o eco daquele velho
repara o mapa o catalogo

check in

repara. repara.

25.10.09

ele tem um jardim

"Os sentimentos residem no homem
mas o homem habita em seu amor"
eu e tu, m. buber, I, 22.


daquele lado
tua mecha é
passageiro que atravessa
o bilhete
a nota por dizer
teu nome sacro

caim,
porque roubaste o perfume
dos meus cachos?

e o poema daquele lado
do travesseiro
missiva
para iniciados

turbamulta
(pederastas)
e procissão pela 
praça

falo agora
caim
calo e hora
teu hálito
esconde
cancro,
castro.

24.10.09

®


:

canta agora,
antes que shimidt apague
tua voz

7.10.09

Lázaro


“Juventude é uma besta incongruente e cega. Anseia por alimento mas não come, é demasiado tímida para comer.” 
Nikos Kazantizakis – Testamento para El Greco,
 Ed. Artenova, Trad. Clarice Lispector



Lázaro, até que sua arrogância não o inflasse, seguiria a pé até Jerusalém. Há época para todo tipo de acontecimento: para Lázaro o milagre. Ele, senhor de si e dos enganos, convertia pássaros em agonia. Retórico, não era capaz de pensar sem longas perorações: 

"José, o que te direi se não sobreviver?
Que sou um perfeito imbecil?
Teimoso até em minha morte?
Ou que não saberia fazer da vida  metáfora de coisa maior?
Ora, amanhã cedo partirei para outro lugar. Sim. Não sei ainda para onde. Talvez para casa da minha infância."

Desta vez lhes garanto caros, fora uma exceção.
E foi assim que fez, contou moedas e mentiras, teimoso, não esperou pela promessa que lhe fora revelada em sonho, levantou cedo, isso mesmo, da tumba ao berço. Era ansioso demais para aguardar sua própria morte.

E sua viajem não acabava nunca. Dava-se por repetições tão absurdas que, naquele parágrafo em que era arrogante, necessitava conciliar seu choro estridente por sede e cansaço: não saberia com precisão decifrar a agonia de quando criança. Anacrônico, já podia citar Funes, O Memorioso, sem ofender Borges pela frouxidão do seu estilo, ou melhor dizendo, das suas recordações. 

O resultado era uma vida tensa. Ora domador de cavalos, ora contador de histórias estranhas, contribuía com a atualização do Midraxe-hagadá. Capaz de falar de árvores e pássaros. Do vento fresco que lhe tomava a fronde no outono, da água fresca tal vento da frase que passou e tâmaras, muitas delas, sem figurar nada disso como pintura de quadro para liberdade: amava imagens sobre o campo. Isso. Nada. Lázaro.


Henrique Henrique





3.10.09

Aplausos e Sem título provisório


Sem título provisório

da minha máquina obituária
de tudo e nada e o mesmo
a máquina de dizer beleza
de trair beleza:
a máquina de fazer poemas
ela:      
diz um poema que agrada
até que nada os aplauda.

5.9.09

projeto uníssono



jovens poetas  jovens no projeto uníssono,
confiram. 

> beata beat fulminante, ( ), (leleleleminski) (álvaro andrade)
> voyeur, poética do grilo, ideusgrama (gibran sousa)
> "poema sem título", de separação e saio (diego ribeiro)
> o entrevistado disse, na entrevista: ( james martins)
> pálpebras azuladas ( leandro rafael perez)

    28.8.09

    .
    .
    .
    .
    .
    um bosque devastado nos acolhe
    .
    .
    .
    .
    .